Obesidade e MTC

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, a obesidade é um desequilíbrio referido como um acúmulo de umidade patogênica no corpo, que pode estar associada a outros fatores patogênicos como o calor e o frio. E este é um tipo de desequilíbrio muito difícil de tratar, por ser uma condição crônica e resultante de diversos hábitos negativos realizados durante muito tempo. 

Após o nascimento passamos a adquirir a energia necessária para manter a saúde com consciência, através da alimentação e da respiração. E o órgão e a víscera responsáveis pela transformação, absorção e distribuição dos nutrientes provenientes da alimentação são: Baço-Pâncreas (que para eles compreendem um complexo acoplado) e o estômago. E os responsáveis pela captação, absorção, distribuição dos nutrientes provenientes da respiração e eliminação das impurezas da alimentação, são Pulmão e Intestino-Grosso.

Quem fez cirurgia bariátrica, independente da técnica, já tem o Baço-Pâncreas debilitado, pois, se precisou passar por essa intervenção é porque já estava com um grau avançado de Obesidade.

As práticas da Medicina Tradicional Chinesa podem ajudar infinitamente na perda e manutenção do peso associada (ou não) a outros tratamentos contra a obesidade. Por se tratar de uma terapia holística, que visa restabelecer a saúde e equilibrar o indivíduo como um todo, a Medicina Chinesa contribui principalmente para o equilíbrio emocional, reduzindo as crises de ansiedade, depressão e/ou estresse, que frequentemente acometem pessoas que apresentam distúrbios metabólicos como é o caso da obesidade.

Cirurgia Bariárica

cirurgia

Por: Kátia Ramalho (Farmacêutica  e Terapeuta Holística)

Publicado em: de 2020

(O texto a seguir, foi baseado em informações contidas no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, para maiores informações, visite: https://www.sbcbm.org.br para saber mais).

A cirurgia bariátrica e metabólica, popularmente conhecida como redução de estômago, é o nome dado a algumas técnicas de tratamento da obesidade mórbida e das doenças associadas a ela.

Existem três procedimentos básicos em cirurgia bariátrica e metabólica, que podem ser feitos por abordagem aberta, por videolaparoscopia, robótica e mais atualmente (ainda em protocolo de estudo) por procedimento endoscópico, teoricamente menos invasiva, mais confortável ao paciente, mas que ainda não se sabe de fato o alcance de seus resultados em perda de peso e em perfil de paciente.

Classificação dos Tipos de Procedimentos

Restritivos - são procedimentos que diminuem a quantidade de alimentos que o estômago é capaz de receber, restringem a quantidade e induzem a sensação de saciedade precoce. Existem cirurgias que são procedimentos puramente restritivos, que não alteram a fome do paciente e os procedimentos que são restritivos e metabólicos, pois além de induzir à saciedade precoce reduzem também o grau de fome.

Disabsortivos - são cirurgias que teoricamente alteram pouco o tamanho e a capacidade do estomago em receber alimentos, porém alteram drasticamente a absorção dos alimentos ao nível do intestino delgado, sendo conhecidas como cirurgias de BY-PASS INTESTINAL ou cirurgias de DESVIO INTESTINAL.

Neste caso o emagrecimento acontece devido a redução na absorção dos nutrientes dos alimentos.

As cirurgias disabsortivas podem ser puramente intestinais, ou seja, não alteram o tamanho do estomago (hoje em dia em desuso), mas pode também ser associada com a redução de uma parte do estômago, sendo, neste caso, também metabólica, ou também pode acrescentar uma parte metabólica, ao se realizar também uma parte gástrica ao procedimento intestinal, deixando de ser puramente disabsortiva. São cirurgias em que o paciente deve estar ciente da necessidade e da importância do controle dos micronutrientes (vitaminas).

Técnicas mistas - são consideradas as cirurgias de ouro, são cirurgias que apresentam elevados índices de satisfação, excelente controle das doenças associadas, excelente manutenção do peso perdido a longo prazo. São as cirurgias mais realizadas no Brasil e no mundo. Essa técnica causa uma restrição na capacidade de receber o alimento pelo estômago que se encontra pequeno e possui um desvio curto do intestino com discreta má absorção de alimentos. E conhecida como cirurgia de BY-PASS GÁSTRICO ou cirurgia de FOBI-CAPELLA.

Técnicas

By-pass Gástrico (gastroplastia com desvio intestinal em “Y de Roux”)

Nesse procedimento misto, é feito o grampeamento de parte do estômago, que reduz o espaço para o alimento, e um desvio do intestino inicial, que promove o aumento de hormônios que dão saciedade e diminuem a fome. Essa somatória entre menor ingestão de alimentos e aumento da saciedade é o que leva ao emagrecimento, além de controlar o diabetes e outras doenças, como a hipertensão arterial.

 

Curiosidade: a costura do intestino que foi desviado fica com formato parecido com a letra Y, daí a origem do nome. Roux é o sobrenome do cirurgião que criou a técnica.

Gastrectomia Vertical

 

Também conhecida como cirurgia de Sleeve ou gastrectomia em manga de camisa. Esse procedimento e considerado restritivo e metabólico e nele o estômago é transformado em um tubo, com capacidade de 80 a 100 mililitros (ml).

Essa intervenção também provoca uma boa perda de peso, comparável à do by-pass gástrico e maior que a proporcionada pela banda gástrica ajustável.

É um procedimento que já e feito há mais de 20 anos, tem boa eficácia sobre o controle da hipertensão e de doenças dos lipídeos (colesterol e triglicérides).

Atualmente vem crescendo muito o número de cirurgiões que acreditam nos resultados desta técnica, inclusive para controle do diabetes. Estima-se que em pouco tempo sera a cirurgia mais feita no Brasil e no mundo.

Duodenal Switch

É a associação entre gastrectomia vertical e desvio intestinal. Nessa cirurgia, 60% do estômago são retirados, porém a anatomia básica do órgão e sua fisiologia de esvaziamento são mantidas.

O desvio intestinal reduz a absorção dos nutrientes, levando ao emagrecimento. Criada em 1978, a técnica corresponde a 5% dos procedimentos e leva à perda de 75% a 85% do excesso de peso inicial.

Banda gástrica ajustável

Criada em 1984 e trazida ao Brasil em 1996, a banda gástrica ajustável representa hoje menos de 1% dos procedimentos realizados no País e praticamente se encontra abandonada.

Apesar de não promover mudanças na produção de hormônios como o bypass, essa técnica é bastante segura e eficaz na redução de peso (50% a 60% do excesso de peso inicial), o que também ajuda no tratamento de todas as doenças.

Um anel de silicone inflável e ajustável é instalado ao redor do estômago, que aperta mais ou menos o órgão, tornando possível controlar o esvaziamento do estômago. E uma técnica puramente restritiva e tem contra ela a presença do anel, que é uma prótese, podendo a qualquer momento apresentar problemas e complicações decorrentes de sua presença na cavidade abdominal.

Cirurgia Laparoscópica

Técnica cirúrgica em que se realiza a mesma cirurgia através de pequenos orifícios, nos quais se introduz longas pinças cirúrgicas e se realiza o procedimento através de uma televisão ou monitor cirúrgico. E considerada “minimamente invasiva”, aplicável em todas as técnicas cirúrgicas a videolaparoscopia representa uma das maiores evoluções tecnológicas da medicina.

No tratamento da obesidade, as cirurgias do gênero se diferenciam da convencional, aberta (laparotomia), em função do acesso utilizado. Na cirurgia aberta, o médico precisa fazer um corte de 10 a 20 centímetros no abdômen do paciente. Na videolaparoscopia são feitas de quatro a sete mini incisões de 0,5 a 1,2 centímetros cada uma, por onde passam as cânulas e a câmera de vídeo.

Das quase 60 mil cirurgias bariátricas realizadas em 2010 no Brasil, 35% foram feitas via videolaparoscopia. A taxa de mortalidade média é de apenas 0,23% – abaixo do índice de 1% estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) –, contra 0,8% a 1% da cirurgia aberta (laparotomia). Vale lembrar que, em algumas situações, raras, o cirurgião pode precisar converter a videolaparoscopia em cirurgia aberta.

Essa decisão é baseada em critérios de segurança e só pode ser tomada durante o ato operatório. As vantagens são inúmeras, menos dor no pós-operatório, menor índice de infecção, rápido retorno às atividades laborais, menor incidência de hérnias incisionais, além de esteticamente superior.

  • Facebook
  • Twitter
  • YouTube
  • Instagram