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Por: Ana Fragoso e Kátia Ramalho (Acupunturistas)

Publicado em: 08 de junho de 2020

Encontramos orientações muito legais a esse respeito no site da Sociedade Brasileira de Cefaleia, onde orientam que durante a pandemia por COVID-19, pessoas que já sofram de cefaleia recorrente, sigam as orientações de seu médico quanto a tratamento medicamentoso e somente procurem um pronto socorro em caso de urgência ou emergência, como um acidente com risco de morte, por exemplo.

Os hospitais estão atuando com protocolos diferentes dos adotados em situações "normais", portanto é feita uma triagem com uma "equipe de porta" e somente os casos que apresentem risco de morte serão admitidos, os demais serão medicados e encaminhados para tratamento em casa.

Vale ressaltar que o pronto socorro é um potencial foco de infecções por COVID-19, portanto evite se puder. O Ministério da Saúde regulamentou excepcionalmente a realização de consultas via TELEMEDICINA. Por este meio, o médico poderá dar orientações necessárias e indicar a urgência de uma avaliação presencial imediata em um Pronto Socorro ou a realização de exames.

Como evitar ter dores de cabeça durante o isolamento?

Segundo Yára Dadalti Fragoso (Coordenadora do Comitê de Acadêmicos e Residentes da Sociedade Brasileira de Cefaleia), o isolamento social e o medo da pandemia podem ser gatilhos para dores de cabeça. Diante disso, a Sociedade Brasileira de Cefaleia sugere o cultivo de hábitos saudáveis, não somente agora, mas principalmente neste momento de crise que o mundo está enfrentando.

 

Regularidade nos horários de sono e alimentação. Preferir alimentos saudáveis/naturais a industrializados, tomar muita água e manter atividade física com exercícios feitos dentro de casa. Evitar horas e horas da mesma atividade, por exemplo assistir TV, e focar em tarefas diferentes durante o dia como leitura, artesanato, arrumação de cômodos da casa, brincadeiras com filhos envolvendo canto, dança e criatividade. Telefone para parentes idosos, mande vídeos e histórias para eles que estão isolados. Tome cuidado com informações falsas, e evite repassar todas as notícias que você receber. Excesso de informação e notícias falsas são uma fonte de ansiedade que podemos modificar.

Para saber mais, visite o site da Sociedade Brasileira de Cefaleia e leia o artigo publicado em 08/05/2020 na íntegra (https://sbcefaleia.com.br/noticias.php?id=469)

Entendendo as Cefaleias

Melancólico

A cefaleia, mais conhecida como dor de cabeça, é uma dor que incomoda diariamente cerca de 20% da população mundial. Sendo considerada um problema com características potencialmente limitantes, uma vez que influenciam negativamente no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas. Ela traz consigo prejuízos econômicos e sociais, já que pode fazer com que trabalhadores percam dias de trabalho pela incapacidade gerada pela dor que sentem.

A dor de cabeça gera sofrimento físicos e emocionais e, por ser uma queixa muito frequente entre estudantes, também está relacionada a dificuldades de aprendizado, ao fracasso educacional, a ausência escolar (que pode ser de, aproximadamente, 3 dias por ano) e prejuízo na qualidade de vida.

Qualquer dor sentida do pescoço para cima é considerada cefaleia, porém existe uma classificação que é basicamente baseada na localização da dor, na frequência e na causa. Os dois tipos básicos de cefaleia são:

  • Cefaleias Primárias – são as mais comuns, principalmente a cefaleia tensional, responsável pela maioria dos casos, seguida pelas cefaleias tipo migrânea e as causadas por infecções sistêmicas agudas, tais como a gripe. Sendo que em menos de 1% dos casos a cefaleia está associada a doenças intracranianas graves como tumores ou infecções cerebrais. Estas geralmente não necessitam de exames subsidiários, sendo suficiente a observação clínica do médico para que seja diagnosticada, havendo apenas algumas situações em que os exames sejam necessários.

 

  • Cefaleias Secundárias – relacionam-se diretamente com doenças primárias de etiologias variadas, tais como: infecciosas, inflamatórias, parasitárias, traumáticas, vasculares, tumorais e metabólicas. Neste caso, os exames complementares são imprescindíveis, por isso, caso a dor seja persistente ou recorrente, o ideal é procurar um médico para investigar sua causa.

Quando sentida dos olhos para cima e até o final da implantação do cabelo (na parte posterior do pescoço), é popularmente chamada de cefaleia. Se a dor for sentida na região abaixo dos olhos, é chamada de dor facial. Agora se acometer abaixo da implantação dos cabelos, na região posterior do pescoço, a dor é chamada de cervical.

Alguns fatores que podem desencadear a cefaleia são:

  • Consumo excessivo de cafeína (suplementos alimentares cafeinados, suplementos pré-treino, refrigerantes com cafeína, energéticos, etc.)

  • Alimentos embutidos;

  • Alimentos com excesso de sal ou alto teor de sódio;

  • Consumo de substâncias alimentares, como o adoçante aspartame;

  • Uso prolongado de adornos como óculos (quando a armação não se adequa e fica) apertada, tiaras, bonés, chapéus e faixas;

 

Ela pode ainda, ser decorrente de fatores mais graves como: aneurisma cerebral, hipertensão arterial, infecções em geral, problemas dentários, problemas na articulação temporomandibular, entre outros.

Enxaqueca

A enxaqueca (ou migrânea) é aquela geralmente latejante, unilateral e que pode estar associada a alterações visuais, náusea, vômito, sensibilidade à luz, barulhos e odores, alterações do sono e depressão.

A localização da dor é muito variável de um indivíduo para o outro e, mesmo no próprio indivíduo, em ocasiões diversas pode acometer qualquer localização craniana e ela, geralmente, segue uma sequência de etapas, que serão descritas adiante.

Os fatores que podem precipitar uma crise de enxaqueca incluem:

  • O sono – tanto o excesso dele quanto a sua privação;

  • Certos alimentos como: chocolate, queijos, frutas cítricas, alimentos gordurosos;

  • Jejum prolongado;

  • Alterações da glicemia;

  • Menstruação;

  • Fatores ambientais como: ruídos, frio, calor entre outros.

 

Diagnóstico da Enxaqueca

Assim como em todas as cefaleias primárias, o diagnóstico depende fundamentalmente da investigação clínica minuciosa do médico, através de perguntas feitas direta e objetivamente ao paciente. Enxaqueca é um termo utilizado pela medicina, então somente o médico pode diagnosticar alguém com essa patologia.

Etapas da Enxaqueca

PRÓDROMO - Um a dois dias antes da enxaqueca propriamente dita, a pessoa costuma apresentar o Pródromo (ou pré-enxaqueca), que é o nome que se dá ao conjunto de sintomas que geralmente precede a crise de dor mais intensa. Ele é caracterizado pelas seguintes sensações mais comuns:

  • Cabeça leve (ou pesada);

  • Sonolência;

  • Apetite aumentado (principalmente para doces);

  • Retenção de líquido;

  • Ansiedade;

  • Irritabilidade;

  • Intestino preso (obstipação);

  • Rigidez ou tensão no pescoço;

 

AURA - A crise de dor forte, geralmente é imediatamente precedida pelo que chamamos de Aura. Ela pode acontecer também durante a crise, mas a maior parte das pessoas que têm enxaqueca não apresentam aura. Porém que a tem, sabe reconhecer com certeza seus sintomas. A enxaqueca pode (ou não) ser precedida de Aura. E é assim que elas são classificadas: enxaqueca sem aura ou enxaqueca com aura. Quando presente, a aura costuma ser a segunda etapa e seus sintomas podem ser:

  • Visão de luzes, flashes ou formas geométricas que piscam;

  • Perda da visão, especialmente de um lado do campo visual;

  • Formigamento ou adormecimento de um lado do rosto ou do corpo;

  • Dificuldade para falar;

  • Movimentos incontroláveis no corpo;

  • Ouvir sons estranhos;

  • Perda de força em uma metade do corpo;

  • Tontura rotatória, entre outros.

PÓS-DROMO - é o período após a crise de dor, pode também ser marcado com sintomas característicos como um mal estar persistente, que muitas pessoas referem como uma ressaca da crise. Muitos pacientes recuperam melhor e mais rapidamente se dormirem.

Cefaleias em Crianças e Adolescentes

Crianças da escola meditando

Acredita-se que as crianças não sofram de enxaqueca, mas dor de cabeça é o tipo de dor mais frequente na infância e, uma das causas mais comuns é a febre, mas também pode ser desencadeada por uma gripe, infecção de amígdalas, de vias urinárias, sinusite, rinite alérgica ou até por determinados tipos de alimentos.

 

Nas crianças, ela costuma ter duração mais curta, quando comparada à dor referida por adultos, pois em geral elas retornam mais rapidamente às suas atividades. Porém, muitas vezes a dor costuma voltar várias vezes no dia e, por isso, é comum que os pais desconfiem desse comportamento, supondo tratar-se de chantagem para conseguir atenção.

Alguns sintomas característicos (e que podem ajudar os pais a identificar mais facilmente o tipo de dor de cabeça que ela apresenta, principalmente no caso de crianças menores) devem ser observados e ajudarão o pediatra no fechamento do diagnóstico, quando for passar em consulta:

  • Fotofobia ou fonofobia - que significam respectivamente aversão à luz e a ruídos. Estas podem ser observadas através do comportamento da criança. Se ela se encolhe, esconde os olhos ou muda de comportamento ao ter contato com a luz ou, no caso da fonofobia, ela pode procurar locais mais silenciosos para brincar.

  • Intensidade da dor - para as crianças que conseguem se expressar, é interessante pedir para que descrevam como é a dor que ela está sentindo, se é como uma pancada, como um aperto, etc. Para as menores, os pais (ou cuidadores) devem observar, também com base no comportamento dela e tentar classificar como:

Leve - a criança diz que dói, mas continua brincando;

Moderada - a criança mantém suas atividades, porém reclama;

Forte - a criança para de brincar e vai deitar, por exemplo;

  • Horário - observar se sempre ocorre no mesmo horário ou se ocorre após alguma atividade específica, como alimentação, jejum prolongado, sono excessivo, sono não reparador, esforço físico, medicamentos, etc.

Na adolescência, é comum que as crises diminuam nos meninos conforme o avanço da idade, podendo até desaparecerem totalmente, enquanto que nas meninas é comum que as crises evoluam, adquirindo as características das dos adultos, ocorrendo geralmente no período menstrual.

Tratamento das Cefaleias

Massagem na cabeça

Todos sabemos que existem diversos medicamentos que ajudam a amenizar a dor e os sintomas associados as cefaleias, mas que devem ser tomados somente quando extremamente necessários e, preferencialmente, sob orientação de um profissional da saúde qualificado. Então selecionamos algumas algumas técnicas de tratamento, que podem ser utilizadas como alternativa aos medicamentos, algumas que fazem parte, inclusive, da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) sugerida pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e que não só tratam as cefaleias e muitas outras dores, mas também contribuem para a promoção de bem-estar e melhora da qualidade de vida do paciente:

  • Acupuntura - com todos os demais recursos terapêuticos integrantes das práticas da Medicina Tradicional Chinesa;

  • Reiki

  • Meditação;

  • Yoga;

  • Quiropraxia;

  • Hipnose;

  • Terapia cognitivo comportamental;

  • Massagens corporais (Shiatsu, Bambuterapia, Quick Massage, etc.) e Práticas físicas como: Tai Chi, Chi Gong, Lian Gong e RPG - que podem ser de grande valia, principalmente quando há o componente tensional associado.

 

Dores de Cabeça segundo a visão Holística

Conforme dito acima, não só enxaqueca mas também cefaleia são termos utilizados pela medicina ocidental (ou Newton-Cartesiana) para diagnosticar essas patologias. A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) utiliza termos diferentes para diagnóstico, sendo que seu diagnóstico é baseado nas filosofias taoístas do Yin e Yang e dos Cinco Elementos.

Na Medicina Tradicional Chinesa, a dor é interpretada como um bloqueio energético, ou seja, significa que a energia está se acumulando naquele local por algum motivo. O local onde a dor está localizada pode ser correspondente tanto ao trajeto de algum meridiano energético, que está relacionado a algum dos órgãos vitais, como também pode corresponder diretamente a um órgão específico, de acordo com alguns métodos diagnósticos, como ocorre na análise de microssistemas. Sendo que os microssistemas, além de servirem para diagnóstico de desequilíbrios energéticos, podem ser usados também para tratar a região acometida, através de pressão nos pontos, puntura, massagem, estímulos por sementes e imãs, etc. Mas isso é tema para um novo texto, bem mais completo e explicativo. Aguardem!

Para as dores de cabeça, devemos observar a localização, sendo que cada ponto corresponde a um dos Cinco Elementos, que por sua vez, tem um órgão interno relacionado a ele.

As queixas mais comuns, relatadas em consultas de Acupuntura, são as dores na região frontal (testa) seguidas pelas dores na região das têmporas. Pela MTC essas dores geralmente estão relacionadas a desequilíbrios de Fígado e Vesícula Biliar e podem ser provenientes de um acesso de Raiva, Irritação, Ressentimento, como também poderia estar relacionada a alimentação, entre outras coisas. Porém seriam necessárias mais informações para que fosse fechado um diagnóstico mais preciso.

 

Então, em MTC basicamente, unem-se aos relatos do paciente sobre suas condições gerais de saúde (sono, emocional, medicamentos em uso, condições de moradia, alimentação, histórico familiar, etc.): a análise do pulso (através da pulsologia radial), da língua, da face, dos olhos, da maneira de caminhar, da voz, das emoções constantemente sentidas e da localização da dor, para que se possa fechar um diagnóstico energético e assim, seja possível trata-lo por acupuntura. Podendo associar à ela outras técnicas como: dietoterapia, fitoterapia, massagens, moxa, magnetoterapia, eletroestímulo, práticas físicas e meditativas, etc.

Na visão holística, como é o caso do Reiki e da MTC, as dores são apenas sintomas de um desequilíbrio energético. Portanto, o diagnóstico visa encontrar o que causou o desequilíbrio, para que se possa, além de tratar os sintomas agudos, tomar atitudes para corrigir a causa inicial e assim, erradicar de vez o problema (quando possível), amenizar bastante a intensidade ou ainda, espaçar as crises, mas o resultado vai depender das mudanças de hábitos que implantadas na rotina do paciente, além das técnicas terapêuticas utilizadas, pois a mudança de hábitos também é parte integrante do tratamento.

Navegue pelo menu e visite todas as páginas. Já temos artigos sobre imunidademassagens, Reiki, Alimentação saudável, saúde emocional, acupuntura, fibromialgia, aulas particulares de inglês e muito mais.

Ana Fragoso

Acupunturista

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Referências

 

Fragoso YD. COVID-19: o que muda para o paciente com dor de cabeça. Sociedade Brasileira de Cefaleia. Rio de Janeiro; 2020.

Figueiró JA. Guia prático de saúde total: tratando dores de cabeça e enxaquecas. Ed. Alaúde. 

Soares RT. Enxaqueca. Blog da Clínica: Doutor Cérebro - Neurologia. Disponível em: https://doutorcerebro.com.br/neurologia-clinica-doencas-que-tratamos/enxaqueca/. São Paulo. Acesso em: 19Mai2020.

UNA-SUS. Eventos agudos na atenção básica: cefaleias. UFSC; Florianópolis - SC; 2013.

Siqueira LFM. Cefaleias na infância e adolescência. Disponível em:  http://ftp.medicina.ufmg.br/ped/Arquivos/2013/cefaleianainfanciaeadolescencia8periodo_21_08_2013.pdf. Acesso em: 19Mai2020.

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